Uma análise
- lysuaide
- há 2 horas
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Saímos lá de um quentinho, ambiente protegido, comida, balanço gostoso da barriga caminhando…
De repente, a vida começa e bum!
Aparece uma luz forte, gente passando de um lado para o outro. Eu, bebê, esperneando, não me faço entender e nem consigo entender aos outros. Que outros? Embora já separada, ainda vou levar um tempo para perceber que eu e minha mãe não somos o mesmo corpo.
Um pouco mais adiante, começo a entender o ambiente que me cerca, já me comunico na mesma língua que todos, algumas coisas vão facilitando e outras se complicando um tanto.
Mas toca o barco, bora! E vai indo… A vida acontece à revelia, sem tempo para elaborar. São tantas novidades, estímulos, alegrias, medos, repressões e satisfações que não tinha parado para pensar.
Por grandes momentos fui só vivendo o que aparecia pela frente.
Depois complicou um pouco, porque, embora fosse vivendo, chegava sempre num mesmo ponto, me dei conta de que a vida se repetia, e não era na parte que eu gostaria de viver de novo não.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Quem se fura? Na análise percebi que era eu.
Essa foi a primeira grande sacada e o primeiro ato de coragem. Há que se estar disposto a se escutar e, assim, ousar a questionar tudo que é automaticamente herdado.
“Como disse mesmo? Pedra dura?
Sim! E lá vai pedrada…”
Uma análise, como tudo na vida, não é feita só de partes boas, tem parte que dói para valer, mas, como somos todos um pouco masoquistas, vai no combo.
E não ache que nunca mais vai doer nada depois de uma análise, está longe de ser o “felizes para sempre”.
Se analisar vai permitir que você se decante e perceba o que te movimenta para poder seguir uma vida um pouco mais pertinente.




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